28/04/2012

A importância de um seguro

Hoje, venho relatar um acontecimento comum, mas que nem sempre estamos preparados para ele. Há dias não estava bem de saúde, mas teimando em ir ao médico, até que na quinta-feita meu marido me convenceu que não poderia ficar naquele estado, então aceitei ir. Para não ir de carro, disse que iria de ônibus, pois sei o quanto é pavoroso sair de carro, de tarde e com chuva em São Paulo, principalmente. Mas ele decidiu que de carro era mais confortável, enfim, fomos de carro. Na ida tudo tranquilo, saímos da zona norte para zona sul sem problemas, apesar do transito e da chuva. O problema foi a volta. O danado do carro, do nada apagou, marcha que não entrava, pedal que se soltou, um caos. E o carro havia passado por revisão há dias. O ocorrido foi em plena vinte e três de maio, transito rápido, sem acostamento, sem socorro, sem ação e para piorar sem seguro. Marido entrou em pânico, olhou para mim procurando uma ajuda, mas eu estava tão mal, que nem raciocinar no momento conseguia, então, me acalmei, tentei acalmá-lo, porque o conheço, ele não sabe lidar com situações de pânicos, e pensamos juntos, primeira coisa um celular e um número de emergência, pensei em todos fáceis e conhecidos (190, 191, 192, 193). Depois fui excluindo, pois cada um tem sua emergência específica, mas naquele momento escolhi o 192, e lá foram pelo menos atenciosos, e forneceram outros números, como por exemplo o número 156 e o 1188. Ligamos para o 1188 (CET) Companhia de Engenharia de Tráfego, nos informaram que nada poderiam fazer a não ser tirar o obstáculo para que o transito flua, ou seja o carro era o obstáculo, tudo bem, era mesmo, afinal não era problema de ninguém. Onde paramos era tão assustador, que não dava nem para descer e sinalizar, mas tinha que tomar esta providência, senão acidentes poderiam acontecer. Quando meu marido, finalmente conseguiu descer e pegar o triangulo para sinalizar o local, um táxi pára na frente do nosso carro. Do táxi desce um homem baixinho, magrinho, e já foi abrindo o porta malas do táxi e retirando alguns materiais. Montou, desmontou algumas peças, encaixou uma corrente nos dois carros, e nos conduziu até um lugar seguro. E não foi somente isso que o bondoso homem fez. Nos contou que ali, e naquele horário, já se passavam das dezessete horas, que não encontraríamos nenhum guincho particular, pois é proibido o tráfego deles. Somente os autorizados, ou seja os de seguros são permitidos trafegarem por ali. O desespero bateu, novamente, marido ia ter um novo descontrole, então o moço começou a procurar no celular dele, um telefone de um conhecido, que trabalhava com guincho, enquanto isso ele viu um caminhão da Liberty Seguros, e não é propaganda, nada estou ganhando por isso, pois era o nome que estava no caminhão. O taxista avistou este caminhão e saiu na frente dele, dando sinal para que ele parasse, ele deu ré e parou. E assim, o taxista nos deixou, nos desejou boa sorte, e nada queria cobrar, mas marido insistiu para que recebesse pelo menos para um café, e assim ele recebeu. No caminhão, destino, levando o carro para a mecânica que fez revisão. Outra alma bondosa, pois desviou do seu trajeto para nos ajudar, o patrão  dele que a todo minuto ligava para cobrar a demora, pois o cliente estava a espera do motorista para guinchar seu carro, mas ele contornou a situação e nos deixou no destino e só foi embora quando o carro estava dentro da mecânica. Pagamos o caminhoneiro, agradecemos e ele foi embora. Na mecânica, nenhuma defeito foi encontrado, depois de mexe daqui e dali, e rodar no quarteirão com o carro, chegaram a conclusão de que o cabo de não sei onde estava folgado, apertaram e estava tudo resolvido, voltamos para casa e com a certeza que Deus está em todo lugar, ele deixa seus anjos soldados para nos ajudar, e como não bastasse, ele ainda nos dá as armas para nos proteger, basta prestarmos atenção. Uma dessas armas é o seguro, não sabemos quando e onde vamos usar, mas quando precisar e tiver, ele vai estar lá, pronto para nos ajudar. Concordo que deveria ter um preço mais acessível, mas essa é uma discussão infinita.
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